Polícia Civil abre investigação contra dono do Frigorífico Goiás após denúncia de mulher trans

Empresário reconhecido no campo da direita enfrenta acusações de ameaça após programa de ordem sexual com mulher trans

Por Jornal Opção 11/07/2026 - 10:51 hs

Leandro Batista Nóbrega, proprietário do Frigorífico Goiás, conhecido por vender a chamada “picanha do Bolsonaro”, está sendo investigado após uma mulher trans registrar uma denúncia em que o acusa de se recusar a pagar por um programa sexual e, em seguida, fazer ameaças. Segundo mostram prints de conversas e o boletim de ocorrência, Leandro teria se irritado após a mulher informar que não realizava o papel de ativa na relação sexual.

De acordo com a denúncia, após o desentendimento, o empresário também teria feito ameaças e tentado oferecer dinheiro para que a mulher não divulgasse o caso. As alegações ganharam repercussão nas redes sociais depois que a própria acompanhante publicou um vídeo em que Leandro aparece na cama sendo questionado sobre postagens de teor transfóbico que costuma fazer em seus perfis.

Segundo o relato da denunciante, o programa havia sido combinado pelo valor de R$ 500. Ela registrou a ocorrência na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) no dia 15 de junho, pouco tempo depois do encontro.

A mulher também afirma que percebeu visualizações do perfil oficial do Frigorífico Goiás em seus stories no Instagram. De acordo com o relato apresentado no boletim de ocorrência, o contato para marcar o encontro foi feito por meio do WhatsApp.

O boletim de ocorrência registra o relato prestado pela denunciante sobre o que teria acontecido durante o encontro. Segundo o documento, Leandro teria demonstrado insatisfação ao descobrir que ela não realizava o papel de ativa na relação sexual.

“A declarante diz que fez o atendimento de Leandro (serviços de ordem sexual). Leandro não ficou contente, pois queria ser passivo, e a declarante disse que não fazia ativo. Leandro foi tomar banho e, quando voltou do banheiro, ela percebeu que aquele homem era do Frigorífico Goiás”, consta no documento.