Uma operação
da Polícia Civil do Estado de Goiás mira um grupo suspeito de aplicar o golpe
do falso advogado e causar um prejuízo de mais de R$ 460 mil a um servidor
público goiano. Segundo as informações, a ação cumpriu quase 30 ordens
judiciais, além de realizar o bloqueio e o sequestro de bens de cerca de R$ 500
mil em três cidades do Ceará.
Os nomes dos
investigados não foram divulgados. Eles devem responder por estelionato,
associação criminosa e lavagem de dinheiro.
A
"Operação Falso Defensor", realizada nesta quarta-feira (29), tem o
objetivo de desarticular um grupo suspeito da prática de estelionato
eletrônico. Ao todo, os policiais cumpriram 14 mandados de prisão temporária e
14 mandados de busca e apreensão domiciliar.
De acordo
com apuração do repórter Fábio Amato, da TV Globo, as investigações começaram
após o golpe aplicado em um servidor público goiano, que perdeu quase R$ 500
mil em apenas oito dias. A partir deste caso, os agentes identificaram outras
vítimas em diferentes estados.
A operação é
realizada com apoio do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), do
Ministério da Justiça e Segurança Pública, e da Polícia Civil do Ceará.
Como
funcionava o golpe?
De acordo
com a polícia, os suspeitos usavam aplicativos de mensagens para aplicar o
golpe, se passando por advogados. A partir daí, eles atraíam as vítimas
informando sobre falsos valores a receber em processos judiciais.
Para liberar
os supostos valores, os golpistas exigiam pagamentos de taxas e tributos,
segundo a polícia. Com o objetivo de passar credibilidade às vítimas, outros
suspeitos ainda teriam se apresentado como servidores públicos, usando
documentos falsificados e linguagem técnica.