Pastor condenado por estupro é executado a tiros em praça pública
Crime ocorreu em plena luz do dia no Mato Grosso; vítima cumpria pena em regime semiaberto e prestava serviços comunitários. Polícia investiga autoria e motivação
Crime ocorreu em plena luz do dia no Mato Grosso; vítima cumpria pena em regime semiaberto e prestava serviços comunitários. Polícia investiga autoria e motivação
Um pastor evangélico condenado por estupro de vulnerável foi morto a tiros na tarde dessa segunda-feira (26), em uma praça pública no município de Juara, a 690 quilômetros de Cuiabá, no Mato Grosso. O crime ocorreu em plena luz do dia, na Praça dos Colonizadores, região central da cidade, e é investigado pela Polícia Civil.
A vítima foi identificada como Altair da Silva Santos, de 46 anos. Segundo informações da Polícia Militar, ele foi abordado por dois homens em uma motocicleta, que efetuaram três disparos de arma de fogo, todos na região do rosto. Após os tiros, os suspeitos fugiram pela própria praça e seguiram em direção à Avenida José Alves Bezerra, no sentido do bairro Jardim América.
Quando os policiais chegaram ao local, encontraram Altair deitado de costas, com intenso sangramento no rosto. Testemunhas relataram que a ação foi rápida e que os criminosos não disseram nada antes de atirar. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e equipes do Corpo de Bombeiros foram acionados, mas a morte foi constatada ainda no local.
A cena do crime foi isolada pela Polícia Militar até a chegada da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), responsável pelos procedimentos periciais. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) e, posteriormente, liberado para sepultamento.
Altair da Silva Santos era reeducando da Cadeia Pública de Juara e cumpria pena em regime semiaberto. Ele havia sido preso em 2023, acusado de estuprar uma menina de 11 anos, filha de uma mulher que trabalhava na igreja onde ele exercia a função de pastor.
Em julho de 2024, foi condenado a 12 anos de prisão por estupro de vulnerável. No momento em que foi assassinado, Altair realizava serviços de limpeza urbana para a Prefeitura Municipal de Juara, por meio da Fundação Nova Chance, programa estadual voltado à ressocialização de pessoas privadas de liberdade. Nem a prefeitura nem a fundação se manifestaram oficialmente sobre o caso até o fechamento desta edição.
A Polícia Civil assumiu as investigações por meio da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Até o momento, os autores do crime não foram identificados e a motivação do assassinato ainda não foi esclarecida. Os investigadores trabalham com diferentes hipóteses, mas não divulgaram detalhes para não comprometer o andamento das apurações.
O caso gerou forte repercussão na cidade e reacendeu debates sobre violência, justiça e o sistema de execução penal, especialmente em situações envolvendo crimes de grande comoção social. Autoridades reforçam, no entanto, que qualquer forma de execução ou vingança é crime e deve ser rigorosamente apurada pelo Estado.
Violência sexual: como denunciar e buscar ajuda
Especialistas lembram que vítimas de violência sexual não precisam registrar boletim de ocorrência para receber atendimento médico e psicológico pelo Sistema Único de Saúde (SUS). No entanto, o exame de corpo de delito — fundamental para a produção de provas em processos judiciais — só pode ser realizado mediante registro policial.
O exame pode ser feito mesmo algum tempo após o crime, mas, por se tratar de provas que podem desaparecer, a recomendação é que seja realizado o mais rapidamente possível. Além disso, vítimas podem buscar apoio em centros de referência, delegacias especializadas, hospitais públicos e pelo Disque 180.
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