Filha de Olavo de Carvalho divulgou localização de Queiroz em maio

18/06/2020 - 21:47 hs
Foto: Reprodução/Instagram @toddsampa
Filha de Olavo de Carvalho divulgou localização de Queiroz em maio
Todd Tomorrow, candidato a deputado estadual pelo Psol em SP, e Heloísa de Carvalho

O paradeiro de Fabrício Queiroz, o ex-assessor de Flávio Bolsonaro preso preventivamente nesta 5ª feira (18.jun.2020), já havia sido divulgado em 20 de maio por Heloísa de Carvalho e Bruno Maia. Ela é filha de Olavo de Carvalho, considerado o “guru” da ala ideológica do governo.

Maia, conhecido como Todd Tomorrow, foi candidato a deputado estadual pelo Psol em São Paulo nas últimas eleições. Ele também é ativista LGBTQ e atualmente é filiado ao PDT.

Queiroz estava em uma propriedade de Frederick Wassef, advogado do presidente Bolsonaro e de Flávio, em Atibaia (SP). Todd postou a informação há quase 1 mês no Instagram, citando Heloísa.

© Reprodução/Instagram @toddsampa

Nesta 5ª feira (18.jun), Heloisa e Todd foram ao local comemorar. “O início do fim da nossa investigação, que ninguém deu bola”, disse. Assista ao vídeo (1min7s):

@helomartinarrib que foi uma das que informou o paradeiro do Queiroz comemorando a prisão do mesmo tomando suco de laranja para comemorar.🤣
Tinha gente chamando a Heloísa de Carvalho de doida, pelo contrário ela é muito inteligente. Isso mesmo, a filha do Olavo de Carvalho!🤣

Vídeo incorporado
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A jornalistas presentes no local, Todd Tomorrow disse ter informado ao Ministério Público de São Paulo e do Rio de Janeiro sobre a localização de Queiroz. Heloísa disse saber da informação desde o início do ano.

Fabrício Queiroz

Queiroz foi alvo da operação Anjo, que apura esquema de rachadinha na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro). O ex-assessor de Flávio Bolsonaro é investigado depois de constatação de movimentações bancárias atípicas em suas contas. Relatório do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) revelou que o ex-assessor movimentou R$ 1,2 milhão de 2016 a 2017.

A defesa considerou a prisão preventiva uma medida “excessiva”. O advogado  Paulo Emílio Catta Preta, que conversou por 20 minutos com seu cliente, disse que ele não explicou o motivo de estar no sítio do advogado Frederick Wassef, em Atibaia.