A exoneração do diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo, caiu como uma bomba dentro da corporação, principalmente em razão das incertezas sobre as verdadeiras intensões do presidente Jair Bolsonaro. Valeixo é próximo ao ministro da Justiça, Sérgio Moro, que ficou bastante contrariado com a demissão.
O presidente da Associação dos Delegados da Polícia Federal (ADPF), Edvandir Paiva, afirma que essa situação mostra que a corporação está desprotegida contra decisões política. Ele defende que seja aprovado no Congresso uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que concede independência funcional para a Polícia Federal. "O que nós sentimos muito é que a polícia está desprotegida. Ela não tem um mandado para diretor-geral. E por conta dessa desproteção, toda vez que houver mudança, e essa já é a quarta, vai ocorrer todo tipo de especulação", disse.
Fontes ouvidas pela reportagem, que integram a cúpula da PF, afirmam que apesar do Diário Oficial informar que a exoneração de Valeixo ocorreu à pedido, o então chefe da PF não fez a solicitação. Para Paiva, a situação forçou uma saída do cargo. "Ele pode ter pedido ontem para sair, por que as circunstâncias o forçam a fazer isso. O diretor-geral da polícia não pode ficar na polícia se o presidente não quer. É uma situação extremamente desconfortável", completou o delegado.
Por diversas vezes, em encontro com agentes e delegados, Moro afirmou que iria garantir a autonomia das investigações e do trabalho policial. O ministro afirmou que não abriria mão deste objetivo mesmo que tivesse que contrariar o presidente Jair Bolsonaro.
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