Ao concluir as investigações, a Polícia
Federal apontou ao Supremo Tribunal Federal que o deputado
federal Aécio Neves (PSDB-MG) recebeu R$ 65
milhões em propina da Odebrecht
e a Andrade Gutierrez.
Para os investigadores, a vantagem indevida seria em troca da atuação
do tucano nas obras das hidrelétricas do
Rio Madeira Agora, cabe à Procuradoria-Geral da República decidir se oferece ou
não denúncia contra
o parlamentar. A informação foi divulgada pelo jornal O Globo.
“Estão presentes indícios suficientes de autoria e de materialidade de
que o deputado federal Aécio Neves da
Cunha, ao receber valores indevidos no total de R$ 64.990.324,00 (sessenta e
quatro milhões, novecentos e noventa mil, trezentos e vinte e quatro reais) do
grupo Odebrecht e
da construtora Andrade Gutierrez entre os anos de 2008 e 2011, praticou a
conduta tipificada no art. 317 do Código Penal, e portanto, praticou o delito e corrupção passiva,
com pena de 2 a 12 anos”, escreveu o delegado Bernardo Guidali Amaral na
conclusão do relatório.
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