Marcos Rocha não valoriza servidores e destina R$ 28 milhões a OSS na saúde

Críticos apontam que, após quase oito anos de gestão, Marcos Rocha não conseguiu reestruturar o sistema de saúde estadual

Por Tudo Rondônia 16/09/2025 - 15:17 hs

Porto Velho, RO  – O governador Marcos Rocha (União Brasil), pré-candidato ao Senado em 2026, enfrenta duras críticas pela política de desvalorização dos trabalhadores da saúde em Rondônia. Em meio a articulações para consolidar seu projeto de poder, que inclui também a candidatura da esposa, Luana Rocha, à Câmara Federal, e do irmão, Sandro Rocha, à Assembleia Legislativa, o chefe do Executivo tem priorizado acordos partidários e a privatização de serviços essenciais, deixando de lado os servidores da saúde.

Greve sem conquistas e salários congelados

Neste ano, os trabalhadores da saúde deflagraram uma greve por melhores salários e condições de trabalho. A paralisação foi considerada ilegal pela Justiça e terminou sem que a categoria conquistasse qualquer reajuste. Médicos, enfermeiros, técnicos e administrativos seguem com vencimentos defasados, mesmo diante da pressão exercida durante as negociações.

Reunião na Alero cobra valorização

Na segunda-feira (15), o deputado estadual Delegado Camargo (Republicanos) reuniu-se com representantes dos sindicatos da saúde e membros do Governo de Rondônia. O parlamentar cobrou o cumprimento de compromissos assumidos com os profissionais e denunciou a contradição da gestão estadual, que alega crise financeira mas destina recursos milionários à terceirização da saúde.

R$ 28 milhões mensais para privatização do Heuro

O ponto mais polêmico levantado por Camargo foi a aprovação de um projeto do próprio Governo que prevê o repasse de R$ 28 milhões mensais a uma Organização Social de Saúde (OSS) para administrar o novo Hospital de Urgência e Emergência de Rondônia (Heuro). O deputado defendeu que tais recursos poderiam ser usados para valorizar os servidores, em vez de financiar a terceirização.

“Se o Governo tem recursos para pagar R$ 28 milhões por mês a uma OSS, também tem condições de valorizar os profissionais da saúde, que estão na linha de frente salvando vidas todos os dias. Rondônia não precisa de terceirização, precisa de valorização”, afirmou o parlamentar.

Projeto de poder acima da saúde

Críticos apontam que, após quase oito anos de gestão, Marcos Rocha não conseguiu reestruturar o sistema de saúde estadual, que permanece sucateado, com hospitais sobrecarregados e profissionais desmotivados. Enquanto isso, o governador intensifica articulações políticas para fortalecer sua candidatura ao Senado e garantir espaço para a família nas eleições de 2026.

Delegado Camargo prometeu acompanhar de perto as negociações e reforçou que continuará cobrando medidas concretas para assegurar dignidade e reconhecimento aos trabalhadores da saúde de Rondônia.