Diretório do PTB em SP determina expulsão de testemunha que entregou o PT em CPI das Fake News
Hans River do Rio Nascimento, que na última terça-feira (11) prestou depoimento na CPI mista das Fake News no Congresso Nacional e entregou o PT, será expulso do PTB, partido ao qual era filiado desde março de 2010.
O PTB de SP, justifica a expulsão por ter insultado a jornalista, e
não menciona a denúncia do Hans River ao PT por esquema de disparo de mensagens
em massa no WhatsApp durante as eleições.
O presidente do PTB em São Paulo, deputado Campos Machado, determinou nesta sexta-feira (14) a imediata expulsão do ex-funcionário da empresa de marketing digital Yacows. Segundo reportagem do jornal "Folha de S. Paulo", a empresa teria participado de esquema de disparo de mensagens em massa no WhatsApp durante as eleições.
Em depoimento à CPI, River do Nascimento relatou que a jornalista Patrícia Campos Mello, uma das responsáveis pela reportagem, ao dizer que "se insinuou" para tentar obter informações para sua reportagem.
"O PTB-SP se solidariza
com a jornalista Patrícia Campos Mello e expressa a mais profunda indignação e
repúdio a atitude desse sujeito que, mesmo filiado ao partido há quase dez
anos, nunca teve qualquer participação ativa nos quadros partidários e, desde
já, pode se considerar expulso do PTB", afirma Campos Machado, presidente
estadual do partido.
Após o depoimento, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP),
filho do presidente Jair Bolsonaro,
afirmou em uma rede social que, segundo Nascimento, a jornalista havia
oferecido "sexo em troca de informações".
Depois, no plenário da Câmara, o
deputado disse ainda que o objetivo da jornalista era ter acesso ao computador
portátil de Hans River do Nascimento.
Nesta quinta-feira (13) a deputada
Lídice da Mata (PSB-BA) protocolou
numa representação na Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Hans River o
acusando de falso testemunho. Relatora da comissão, Lídice da Mata afirma no
pedido que o depoente apresentou "diversas informações que, posteriormente,
viriam a se mostrar inconsistentes ou inverídicas".
Entidades publicaram nota por entender que o River
do Nascimento ofendeu a jornalista Patrícia, mas na nota não menciona nada
relacionado as mensagens disparadas em massa no WhatsApp durante as eleições de
2018.





