Enquanto a população enfrenta filas nos hospitais, estradas esburacadas e serviços públicos precários, o Governo de Rondônia encontra tempo — e recursos — para enviar um assessor com salário de R$ 22.590,61 para fazer cena e tumultuar uma audiência pública na Câmara Municipal de Ji-Paraná.
O protagonista do vexame foi Mário Angelino Moreira, conhecido como Jabá, ex-vereador de Cacoal e atualmente assessor comissionado da Secretaria de Estado da Saúde. Jabá chegou ao plenário de forma dissimulada, apresentando-se como “pequeno produtor rural”, mas logo mostrou a que veio: interrompeu falas de parlamentares, desferiu ataques gratuitos e tentou transformar o debate democrático em ringue político.
Tudo isso bancado com dinheiro do contribuinte, com um contracheque recheado de auxílios, gratificações e representação — como mostra o Portal da Transparência . São mais de vinte e dois mil reais mensais pagos para que ele abandone suas funções técnicas e atue como agente provocador político.
Esse tipo de comportamento envergonha o serviço público, desrespeita as instituições e mostra que, sob a gestão do coronel Marcos Rocha, o interesse público vem sendo substituído pelo uso do Estado como palanque de guerrilha. Não se trata apenas de uma conduta inadequada: trata-se de uma afronta à democracia, ao Legislativo municipal e ao povo de Ji-Paraná.
Audiência pública é espaço de escuta, diálogo e construção coletiva de soluções — e não de circo montado por assessor disfarçado. A tentativa de tumultuar o ambiente institucional revela o despreparo e o desespero de quem, ao que tudo indica, teme o avanço do controle e da fiscalização dos atos do governo estadual.
Ji-Paraná merece respeito. O povo rondoniense merece servidores públicos que trabalhem — não atores de quinta categoria pagos a peso de ouro para causar tumulto.
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