A enfermeira Edmara Silva, de 42 anos, morreu em São Paulo por complicações no fígado após tomar um composto que prometia conter 50 ervas emagrecedoras na fórmula.
Ela desenvolveu uma hepatite fulminante e precisou passar por um transplante de fígado, mas o corpo rejeitou o órgão e Edmara não resistiu às complicações após 11 dias internada na UTI (unidade de terapia intensiva) do Hospital das Clínicas.
Não se sabe por quanto tempo a enfermeira ingeriu o composto, mas os médicos que acompanharam o caso acreditam que o emagrecedor pode ter sido o responsável pelos danos sofridos pelo fígado.
Proibido pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), o composto é encontrado em cápsulas e comercializado livremente pela internet.
Em entrevista ao Fala Brasil, da Record TV, a médica Liliana Ducatti, especialista em transplante de fígado, alertou para o risco do consumo indiscriminado de algumas ervas naturais, como chá verde, cavalinha e sucupira, que podem ser hepatotóxicas e causar danos ao fígado.
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