Guedes diz que tombo do PIB no 2º trimestre é o ‘som de 1 passado distante’

Por Douglas Rodrigues/Poder 360 01/09/2020 - 11:29 hs
Foto: Sérgio Lima/Poder360
Guedes diz que tombo do PIB no 2º trimestre é o ‘som de 1 passado distante’
O ministro Paulo Guedes (Economia) disse estar otimista em relação ao resultado da economia

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta 3ª feira (1º.set.2020) que o tombo de 9,7% na economia registrado no 2º trimestre é como 1 “som distante”.

“Como a luz das estrelas que vemos foram emitidas há milhões de anos atrás, o que você vê é 1 registro do passado com esse som que ouvimos agora. O Brasil já está voltando”, disse ele na comissão mista do Congresso Nacional que que acompanha os gastos do governo federal durante a pandemia de coronavírus.

Para Guedes, os dados mais recentes de indicadores da economia apontam para uma retomada em “V”, com recuperação tão rápida quando a queda, no mesmo formato da letra alfabética. Segundo ele, o fundo do poço foi em abril, por causa do rígido isolamento social feito naquele mês para conter o coronavírus.

O IBGE, no entanto, revisou o resultado do 1º trimestre para baixo, de queda de 1,5% para 2,5%. O mercado financeiro já está refazendo das contas. O economista Eduardo Velho, da JF Trust, elevou de 4,9% para 5,17% a redução anual do PIB. O Banco Goldman Sachs agora espera que o PIB contraia 5,4% em 2020 (ante 5,0% anteriormente).

O ministro também comentou o anúncio de mais 4 parcelas de R$ 300 do auxílio emergencial. Disse que a redução depois de 5 parcelas de R$ 600 é para uma “aterrissagem”. “Essas são as últimas camadas de proteção que estamos lançando“, afirmou.

Com o fim do coronavoucher –como o governo chama o auxílio emergencial, o Executivo federal quer lançar 1 programa chamado Renda Brasil, que irá substituir o Bolsa Família e pagar parcelas na faixa de R$ 250 a R$ 300. O projeto ainda está em estudo.

CRIME CONTRA O BRASIL

Guedes comentou sua a declaração, em 19 de agosto, de que o Senado cometera “crime” contra o país ao derrubar veto de Bolsonaro a reajuste de servidores.

O ministro disse que se decepcionou com decisão dos senadores. Segundo Guedes, os políticos não deveriam transformar recursos da saúde em alta de salários. Na avaliação dele, isso resultaria em 1 “desastre” financeiro.

Para o ministro, a declaração foi mais 1 “lamento do que uma ofensa”.

No final, a Câmara proibiu o reajuste de servidores até o final de 2021.